OCUPAÇÃO TOTAL: cultura, mundo digital e educação no tempo presente
Alvaro Moreira do Rego Neto (IFPA)1
Se um Ensaio significa tentativai, tentarei alimentar alguns pensamentos e conjecturas cotejando assuntos relevantes ao debate público atual como: comunicação, cultura, mundo digital e educação, a fim de experimentar reflexões “como uma criança, não tem vergonha de se entusiasmar com o que os outros já fizeram (Adorno, 2003, p.16)ii.
A principal motivação para tal empreitada, talvez seja a necessidade ontologicamente humana de ser ouvido, lido, comunicar-se. A tentativa de observar e entender as mudanças em curso no mundo digital a minha volta, afluíram ao momento da artesanal construção do texto: período de isolamento social, reclusão domiciliar, portanto, ao leitor que me acompanha, considere também esse escrito uma forma de sinal de fogo, uma mensagem na garrafa à deriva.
O historiador Eric Hobsbawmiii sugere no título e indica no preâmbulo de sua obra por meio de relatos diversos de personalidades, o contraste do século XX somando avanços tecnológicos em relação a saúde e direitos civis dos negros e mulheres ao genocídio e terror de duas Grandes Guerras Mundiais e os conflitos regionais estimulados pela Guerra Fria, como as ditaduras civis-militares do Cone Sul.
O século XXI segue tão ou mais instável e ambivalente, o grande acesso à tecnologia contrasta com os problemas relacionados ao sistema Capitalista Neoliberal, desigualdade, racismo, precarização das condições de trabalhado e o efetivo desemprego não são inéditos, porém nessa fase mais selvagem e com bilhões de potenciais fotógrafos, cinegrafistas, cronistas com um smartphone à mão, a sensação é de ampliação das contradições, e talvez não seja apenas uma sensação, mas um fato.
O contexto da atualidade especialmente no que concerne à pandemia do Covid-19 desde 2020 evidenciam alguns paradigmas pouco palatáveis, contudo dignos de serem analisados neste ensaio: no Brasil, país onde considero o epicentro simbólico do realismo mágico de Carpentier, onde tudo pode acontecer e eventualmente acontece, nossa atenção é dividida entre a opinião de técnicos de formação sólida e qualquer pessoa com acesso à internet, entre o discurso científico baseado em evidências e o negacionismo genocida.
Nos últimos meses os sites de notícias foram inundados por imagens de fotógrafos captando metrôs, rodoviárias, shoppings, e outros ambientes fechados abarrotados de pessoas. Tais imagens sugerem muitas coisas, como a fragilidade do sistema público de transportes, e do próprio sistema de amparo social que impossibilitou no auge de uma pandemia que as pessoas permanecessem em casa e se expusessem em lugares de muito fácil contágio, o desejo em “salvar a economia” em detrimentos das pessoas de muitos líderes políticos também saltou aos olhos nesse momento.
A pandemia ajudou a descascar o ralo verniz de dignidade e retórica mercadológica que os discursos liberais pintaram a tessitura social. E muitos foram os ideólogos da morte que competiram na arena do debate público contra as falas racionais e conscientes que sugeriam prudência e autocuidado em detrimento de “imunidade de rebanho”, “tratamento precoce” e o famigerado mantra “a economia não pode parar”.
Se dizem que “a unanimidade é burra”, e que o contato com o contraditório é profícuo para o debate e o conhecimento, então a partir de narrativas tão opostas ocupando os mesmos espaços virtuais, podemos inferir que vivemos uma era de ouro da informação?
CULTURA SELF-SERVICE E CULTURA DA PRECARIZAÇÃO
Notoriamente o advento da Televisão foi um marco e o principal meio de comunicação de massa no século XX, tornou-se um fenômeno penetrando década após década na maioria dos lares ao redor do globo, entretendo, definindo e redefinindo conceitos e valores sociais, contudo, garantindo certo grau de anestesia e manipulação como um aparelho privado de hegemoniaiv.
Décadas depois da própria Escola de Frankfurt, Vilém Flusserv faz críticas fortes a essa relação do consumo de massa no que concerne a falsa ilusão de escolha e a analogia entre uma massa receptora a um verme gigantesco que se retroalimenta e nem sequer tem consciência que já devorou o mesmo produto, uma crítica ainda válida e digna de nota sobretudo se considerarmos a hegemonia do modelo narrativo da “jornada do herói”vi presente na maioria das produções da cultura pop ou mesmo a quantidade de Spin-offs, reboots, remakes, e prequels do cinema, embora o perfil atual de consumo via streaming diferencia-se por uma menor passividade na escolha das produções para entretenimento.
O processo de midiatização dos meios de comunicação na atualidade é muito maior, mais simbiótico e mais acelerado, potencializado principalmente pela internet percebemos com muita facilidade sua influência no nosso cotidiano, bem como a nossa participação ativa no sistema comunicativo, embora inda importante, os números de audiência da televisão diminuem, ela busca oferecer outros serviços híbridos conectados à rede e a aplicativos, em suma, cada vez mais as pessoas assistem menos a programação pré-estabelecida da TV, escolhem o que vão assistir utilizando a mesma como uma plataforma, uma tela maior,
doravante podemos chamar esse modelo de “cultura self-service”.
Há inclusive em andamento uma discussão muito interessante sobre um possível enfraquecimento das redes de cinema, que servem como atravessadores para escoar a produção cinematográfica global no contexto pós pandemia, os grandes conglomerados de estúdios de Hollywood estão criando seus próprios serviços de streaming objetivando não mais dividir o lucro das bilheterias com os intermediários, mais uma seara onde a cultura self-service poderá ganhar ainda mais força.
O algoritmo que também é um elemento importante na cultura self-service calcula os dados e entrega ao usuário resultados disponíveis compatíveis a suas concepções pessoais, estéticas e políticas, o quê por um lado pode ser um avanço na experiência digital, também pode formar uma geração mais fechada em sua “bolha”, menos afeita a opiniões diversas e ao contraditório22, inclusive já foi extensamente divulgada a venda e utilização desse mecanismo para fins eleitorais de caráter pouco republicano.
Concomitantemente ao evento comunicativo já estabelecido, no âmbito educativo observamos um dos piores cenários já vividos por esse país: a Universidade, Escola Pública e demais lócus de pesquisa e divulgação de conhecimento científico e das culturas sendo retoricamente atacadas e financeiramente asfixiadas pelo governo de turno. Há razões psicológicas que podem ajudar a compreender essa questão como o rancor e o ressentimento, e o fator pragmático: serem essencialmente sítios do pensamento crítico por excelência, a velha e conhecida cultura da precarização elevada a décima potência.
Um dado preocupante há pouco tempo ventilado pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), exemplifica esse projeto antigo e nefasto que avança a pleno vapor: jovens brasileiros não sabem a diferença entre fato e opinião. A era da hiperinformação por si mesma e o contato perpétuo com as telas, não trazem consigo necessariamente uma educação crítica sólida, não são somente as pessoas de meia idade que correm o risco de consumir fake news, os jovens também podem incorrer em eventuais erros factuais, aliás, as enfraquecidas instituições de ensino e pesquisa já citadas, são também responsáveis formalmente pela implementação de uma educação digital e informacional.
Através do panorama supracitado podemos inferir que há em andamento um projeto no prisma político e evento no prisma histórico, perigoso, que soma a cultura self-service a cultura da precarização dos serviços públicos, especialmente em relação a Educação e Pesquisa, criando assim um contexto que perpetua problemas tradicionais da sociedade brasileira como o analfabetismo e analfabetismo funcional e ajuda a formar pessoas desorientadas que escolhem e consomem opiniões aleatórias em detrimento de informação, indícios, fatos.
É importante salientar que a crise de legitimidade que vivemos provavelmente não surge apenas da confluência entre a cultura self service e a cultura da precarização, mas também considerando um ponto de vista mais panorâmico, do recrudescimento do Neoliberalismo e da própria crise da “civilização burguesa europeia” (Hobsbawm, 2013)vii, aspectos que serão
vislumbrados a seguir.
SERIAM OS PRODUTORES DE CONTEÚDO OS NOVOS ORÁCULOS
CONTEMPORÂNEOS?
Um dos conceitos mais conhecidos e estudados do sociólogo Pierre Bourdieu, refere-se ao “poder simbólico”viii: a posse e o exercício do capital simbólico, uma outorga, a consagração oferecida por um grupo geralmente vinculado ao Estado a um indivíduo por reconhecimento, a exemplo um título, isto é, a legitimidade para produzir e emitir um ponto de vista.
Provavelmente essa estrutura não padecerá tão cedo, pelo menos enquanto houver a necessidade de se legitimar o sistema socioeconômico vigente, embora nesse mundo da hiperinformação e da crise da vontade e da autoridade do “pensar e dizer” que se convencionou chamar de pós-verdade, tal modelo sofre algumas sincopes. A ideia de “lugar de fala” entra nesse bojo positivamente como uma crítica muito válida aos lugares tradicionais de autoridade de fala, ora, mesmo sem uma educação formal, o indivíduo que passa por algumas experiências pode e deve, ser inserido no debate enriquecendo as teorias, fatos e hipóteses propostas.
Contudo, percebo nos últimos anos movimentos incômodos dentro dessa relação atual e ambivalente entre o poder simbólico tradicional e de inúmeras novas vozes: a antiga e famigerada figura do “formador de opinião” sofreu um processo de rebranding e hoje se convencionou chamar de “influencer” ou “produtores de conteúdo”.
Por exemplo, youtubers falando sobre temas relativos às humanidades baseados em uma literatura revisionista e negacionista, podcasts recebendo convidados dos mais diferentes lugares sociais e oferecendo opiniões sobre economia, política, direitos sociais baseados em puro senso comum, opiniões sem dados comparáveis por exemplo a minha preferência por café puro, forte e sem açúcar, contudo, com um raio de ação infinitamente maior.
É claro que pessoas que se baseiam em dados e literatura científica também tem espaço na internet, no entanto vi na pandemia epidemiologistas importantes sendo menos visualizados e divulgados que outros produtores de conteúdos falando sobre um tema que desconhecem. O poder de eleger os convidados e direcionar a conversa é enorme tendo em vista o tamanho do número de seguidores ou consumidores dos produtos digitais.
Vivemos desde a modernidade no regime do ocularcentrismo (Jay, 2020)ix: uma grande mandala de imagens sendo consumidas, reproduzidas e se reproduzindo. O componente de troca imagética do espetáculo de Debordx não está ultrapassado, se “o espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens (Debord, 1997, p.9)”, os chamados influencers dominam com maestria esse tipo de interação social, portanto, gozam de grande capacidade de comunicação com seus seguidores.
Negacionistas de toda ordem, gurus charlatões, coachs de super desempenho, youtubers sendo pagos para desincentivar a vacinação em massa, o que têm em comum? Grande espaço e fluidez pela internet e redes sociais em muitos dos casos.
Não faria uma crítica ilimitada ao fato de qualquer pessoa, acessar a internet, falar sobre qualquer assunto, ser visto e monetizado por isso, é muito interessante a diversidade de conteúdos em relação as narrativas prontas da televisão de anos atrás, contudo em termos de visibilização, o que podemos fazer para uma melhor experiência informacional no mundo virtual?
CONVITE À OCUPAÇÃO TOTAL.
Dentre as minhas experiências em sala de aula como professor de História fui muito sabatinado por alguns alunos em debates acalorados: minha formação dialogou, eventualmente confrontou discursos falaciosos baseados em literatura ou páginas de internet bastantes questionáveis: “Nazismo de esquerda”, “Zumbi dos Palmares era um senhor de escravos”, “a escravidão não foi tão ruim e seus resquícios como o racismo são irrelevantes”, “a ditadura empresarial-militar brasileira foi um período glorioso” foram algumas das questões levantadas pelos jovens alunos.
Essa situação é cada vez mais comum, assim como o contato com outras pessoas em encontros casuais que estão imersas em páginas das redes sociais falaciosas consumindo diariamente fake news das mais variadas possíveis. Como educador tento dialogar da melhor maneira possível, discordando e direcionando o pós-debate para produção acadêmica e da internet seja escrita ou em vídeos, obviamente nos casos moderados de delírio.
É notório que não vivemos o momento mais glorioso da República relativo ao senso crítico para as carreiras formativas, e que a vida de um professor é repleta de barreiras. Jonathan Crary denuncia o regime 24/7xi, onde nessa fase no Capitalismo Tardio trabalhamos muito mais e até o sono é inimigo da produtividade, e que vivemos segundo Byung-Chul Han a “sociedade do cansaço”xii por nunca desconectar amargando a sociedade do desempenho, das metas.
Há vários estudos sobre a nocividade do excesso da tecnologia e das redes sociais na atualidade, estes começam a se mostrar cada vez mais sólidos e difundidos como as pesquisas do neurocientista Michel Desmurget e da socióloga Amber Case. Além do mais, sobre o verdadeiro tráfico de dados e atenção que as empresas de informação estão envolvidas, há inclusive bons debates sobre abandonar ou aprender a melhor conviver com tais lugares de sociabilidades virtuais.
Esses debates são importantes, porém, mais importante no aqui agora é invadir os espaços já que dificilmente a tecnologia recua, devemos ocupar para informar, ocupar para compartilhar conhecimento, ocupar para criticar as próprias plataformas que estão impulsionando o debate ou coletando seus dados.
A internet é uma ferramenta, nem boa, nem má, nem neutra, considerando um certo pragmatismo, não podemos correr o risco de deixar que a internet seja hegemonicamente dominada por pessoas que não sabem do que falam, falando sobre tudo, o tempo inteiro.
É claro que existe muito conteúdo bom na internet, muita gente está utilizando a rede em seu benefício e de seus alunos ou seguidores, há poucos anos o papel de intelectual público era exercido majoritariamente por jornalistas especializados em diferentes esferas da sociedade. Hoje, alguns professores universitários, historiadores, sociólogos, filósofos conseguiram espaço na mídia tradicional, e ainda alimentam seus canais, assim como estudiosos não vinculados a academia dissertando sobre temas atuais, independente do espectro político considero um bom exemplo, obviamente cada indivíduo fazendo, consumindo e reverberando o que sua capacidade aceita.
Aliás, é notável a importância da voz dos intelectuais públicos em proteger as instituições de fomento e a instituição milenar que é a Universidade e a tentativa de falar para além daqueles muros. Se o tripé acadêmico é composto por pesquisa, ensino, extensão, que esse último o mais esquecido seja revigorado, que pontes entre a o conhecimento científico e as comunidades/aldeias sejam construídas e mantidas física e virtualmente.
Muitas vezes a Academia acaba falando para ela mesma, e os partícipes desse lócus privilegiado podem produzir livros didáticos melhores, livros para público em geral que integrem formação teórica sólida com uma linguagem mais acessível, enfim, se desencastelar, usar palavras, gestos, estudos, rede, para benefício direto da sociedade, mas claro que isso demanda uma reflexão acerca da lógica de avaliação de produtividade que tomou o universo científico nas últimas décadas.
Pressionar os políticos em manifestações democráticas nunca deve sair de moda, principalmente tendo em vista o claro desmonte das estruturas educacionais e culturais em andamento, porém o homo academicus agora pode vislumbrar outra área de atuação: a internet. Logo, devemos como pesquisadores, acadêmicos, professores, leitores, comunicadores fazer curadoria de conteúdo online e atuar como mediadores culturais, e se possível, se assim desejado quiçá produzir conteúdo, em outras palavras, ocupar o espaço da internet ativamente.
Certamente não vivemos a era de ouro da comunicação, quiçá tal evento já ocorreu ou ocorrerá, entendo a atualidade do ponto de vista da comunicação como a realidade paradoxal inerente à modernidade, contudo devido ao cenário político, social brasileiro e mundial com a devida limitação de quem vos fala, creio que a balança entre discursos encontra-se desequilibrada.
Em uma realidade onde a ciência, cultura e educação são precarizadas como modus operandi político, a midiatização e acesso ao mundo digital cresce e a exemplo disso, a conta do Twitter de um presidente tem tão ou mais poder de penetração em vários setores sociais do que muitos veículos tradicionais de comunicação, não podemos ser inocentes ou tão céticos em
evitar a nossa presença nesse contexto, achar que esta não faz nenhuma diferença, ou deixar que dentro da cultura self-service, pessoas de qualquer idade em formação como cidadãos dentro de um Hall possível de conhecimento, encontrem e escolham apenas conteúdo de baixa qualidade.
Portanto a ocupação deve ser total e permanente:
1) Física: não esquecer jamais o aspecto material da realidade, a pós-modernidade trouxe um demasiado flerte com as relações baseadas em simulacros, a proximidade, o corpo, a matéria são essenciais para um conceito amplo de humanidade, as escolas, as praças, ruas e museus devem ser ocupados.
2) Digital: É inerente ao século XXI uma educação digital e informacional, e não devemos nos valer apenas dos meios e plataformas tradicionais de produção e circulação de conteúdo cultural, educacional e político, as páginas do mundo digital devem ser ocupadas.
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i BENSE, Max. O ensaio e sua prosa. Tradução de Samuel Titan Jr. In Revista Serrote #16. 2014.
ii ADORNO, Theodor W. O ensaio como forma. In. Notas de literatura. Trad. Jorge de Almeida. São Paulo: editora 34, 2003.
iii HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
iv GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
v FLUSSER, V. Comunicologia: reflexões sobre o futuro: as conferências de Bochum. São Paulo: Martins Fontes, 2014.
vi CAMPBELL, Joseph. O Herói de Mil Faces. São Paulo: Cultrix/Pensamento, 2005 (10a ed.).
vii HOBSBAWM, Eric J. Tempos fraturados. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
viii BOURDIEU, Pierre. Espaço social e poder simbólico. In: Coisas ditas. São Paulo: Brasiliense,
1990.
ix JAY, Martin. Regimes escópicos da modernidade. ARS, São Paulo, v. 18, n. 38, 2020.
x DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto,1997.
xi CRARY, Jonathan. 24/7. Capitalismo tardio e os fins do sono. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
xii HAN Byung-Chul. A sociedade do Cansaço. Tradução de Enio Paulo Giachini. Petrópolis: Vozes, 2015.
- Mestre em História pelo programa de História e Cultura na Amazônia da UNIFESSPA. Especialista em Arte, Mídia e Educação pelo IFMA. Licenciado em História pela UEMA. Professor efetivo de História no Instituto Federal do Pará – IFPA, Campus Marabá Industrial. ↩︎
- Embora o antigo estranhamento entre valores e costumes intergeracionais não seja bem uma novidade, talvez a “guerra cringe” entre a “nativa digital” geração Z e a geração dos millennials, já demonstre na prática uma menor tolerância e alteridade latente dos jovens navegantes. ↩︎
